Entre Fevereiro e Março de 2018, o Imovirtual levou a cabo um estudo para avaliar as práticas dos utilizadores no site e as suas características. 

O objetivo principal era conseguir caracterizar a jornada de quem procura casa e os seus maiores obstáculos durante o processo de pesquisa. Por outro lado, passou também por identificar as entidades mais relevantes no mercado.

Assim, concluiu-se que, essa jornada demora menos de 6 meses para:

  • 83% dos utilizadores que querem arrendar;
  • 59% dos utilizadores que querem comprar.

A grande maioria de quem procura casa está realmente comprometido com essa pesquisa, tendo em conta que a procura, em média, acontece 5 vezes por semana para:

  • 71% dos arrendatários;
  • 64% dos compradores.

Em Portugal, a segunda maior motivação para comprar imobiliário é o investimento (cerca de 20% da amostra selecionou esta justificação). No entanto, o objetivo principal para a compra de habitação é a residência, no núcleo dos compradores e futuros compradores.

Curiosamente, a procura por casa já acontece na sua maioria em websites de imobiliário, em vez das agências imobiliárias, o que denota o carácter muito mais imediato nesta área e a necessidade de se estar sempre em cima das últimas ocorrências e novidades.

Em terceiro lugar, esta amostra revelou que o terceiro recurso mais usado na pesquisa são os motores de busca regulares, como o Google.

Imovirtual, a escolha principal

É certo que o questionário foi respondido por utilizadores do nosso site, mas como é comum a qualquer um que faça pesquisa online, o utilizador não se restringe a apenas um site de imobiliário. Assim, é de referir que o Imovirtual foi apontado como o mais utilizado (entre arrendatários e compradores) para 70% da nossa amostra. Em segundo lugar aparece o OLX com 64% e, em terceiro, o Idealista, com 61%.

Além de liderar também no que diz respeito à sua usabilidade, ou seja, 23% dos utilizadores diz ser o site de imobiliário mais útil.

As maiores barreiras no imobiliário

Em Portugal, as maiores dificuldades de quem procura casa – é importante referir o contexto de crescimento exponencial no imobiliário e a radical subida de preços – são encontrar uma casa acessível que possa pagar e que corresponda às necessidades. Estas questões são especialmente relevantes para os compradores.

Em termos de tipo de imobiliário mais procurado, o apartamento continua a ser o mais recorrente, num intervalo de 40%-71% entre arrendatários e compradores a preferir esta opção, visto que nas cidades dificilmente se consegue arrendar/comprar uma moradia. A estrutura de um polo urbano não está desenhada nesses moldes, quando se fala do centro da cidade.

Quando o utilizador filtra a sua procura, é a localização que tem mais peso na hora de fazer uma pesquisa avançada com 70% (em média) dos utilizadores a dar primazia a este fator, seguido pelo intervalo de preço (50%) e número de quartos (40%) em terceiro lugar, por ordem de preferências quanto às características do imóvel.

Compradores vs. Futuros Compradores

Os utilizadores que já compraram casa fecharam o negócio com casas em boas condições, mas em edifícios antigos (38%) ou edifícios novos (28%), enquanto os futuros compradores procuram edifícios recentes (40%, em oposição aos que sendo antigos apresentam boas condições (25%).

Por último, em relação às características da zona/freguesia em que o imóvel se insere, a maioria dos nossos utilizadores prefere zonas calmas: 50% dos compradores e dos arrendatários. Este último grupo, dá igual preferência a casas perto do trabalho. Em terceiro lugar na lista de características essenciais está a proximidade de transportes públicos, especialmente para quem começa agora a procurar opções de arrendamento.

Se está na dúvida entre comprar ou arrendar casa depois de saber as conclusões do nosso estudo, saiba quais são as vantagens e desvantagens de cada uma das modalidades.