De acordo com o Instituto Nacional de Estatística – INE, o valor total das transacções de imóveis apresenta, em 2017, o maior acréscimo dos últimos anos.

O aumento foi de  13,5% face ao ano anterior (+14,9% em 2016), tendo o seu valor global crescido 33,5% (+20,5% em 2016). Este acréscimo deveu-se fundamentalmente às transacções de prédios urbanos, que aumentaram 17,2% em número e 34,1% em valor. Consequentemente, também o seu valor médio cresceu cerca de 14%, de 119 mil euros em 2016 para 136 mil euros em 2017.

Quanto às vendas de imóveis a não residentes, o INE indica que aumentaram 19,2% em número e 22,6% em valor em 2017, face a 2016 (+11,4% e +4,6%, no ano anterior). À semelhança do ano anterior, foram os residentes em França que mais imóveis adquiriram em Portugal (19,6% do valor total), seguidos pelos residentes no Reino Unido (16,2%).

O valor médio dos prédios vendidos a não residentes em 2017 (160 407 euros) foi quase 50% superior ao valor médio das transacções globais (107 381 euros). No mesmo ano, 6,8% dos imóveis vendidos a não residentes tinham um valor unitário igual ou superior a 500 mil euros, correspondendo-lhes 36,3% do valor total. Mais de ¾ do valor das aquisições por não residentes localizou-se nas regiões do Algarve (42,8%) e Área Metropolitana de Lisboa (35,0%). Foi nesta última região que o valor médio das aquisições foi o mais elevado (276,8 mil euros).

Foi essencialmente a partir de 2013 que o número e o valor dos imóveis adquiridos por não residentes com valor igual ou superior a 500 mil euros mais cresceram em Portugal, mais que duplicando em número e quase duplicando em valor face a 2012. Em 2014 esse crescimento acentuou-se, principalmente em valor, passando estes imóveis a representar quase metade do valor total dos imóveis adquiridos por não residentes nesse ano. De referir que foi nestes anos que se iniciaram, em termos efetivos, as “Autorizações de Residência em Portugal para Atividades de Investimento – ARI”, vulgarmente designadas por Vistos Gold.

No último ano verificou-se ainda que  19,6% do valor total dos imóveis vendidos em Portugal a não residentes corresponderam a vendas a residentes em França, o principal país de residência dos compradores de imóveis em 2017, tal como em 2016.

Seguiram-se o Reino Unido (16,2%), o Brasil (6,9%), a China (6,3%) e a Suíça (5,5%). No seu conjunto, os cinco principais países de residência dos compradores que adquiriram imóveis em Portugal em 2017, representavam 54,5% do valor global de vendas a não residentes nesse ano.

Contudo, em termos do número de imóveis transaccionados, a ordenação é ligeiramente diferente, mantendo-se a França destacadamente na liderança (com cerca de 5 000 imóveis, 28,3% do total), seguida do Reino Unido (cerca de 2 600 imóveis, peso de 14,9%), da Suíça (7,6%), da Alemanha (6,5%) e da Bélgica (4,7%). A China liderou em 2013 e 2014 e, no conjunto dos seis anos em análise, registou um total de aproximadamente 3 500 imóveis adquiridos pelos seus residentes.

O Reino Unido, que liderou a lista em 2012 e 2015, registou um total de aproximadamente 12 300 imóveis adquiridos pelos seus residentes.

O INE avança ainda que dos 226 617 imóveis transaccionados em 2017, 29,7% localizavam-se na região Norte, seguindo-se as regiões Centro (25,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (25,1%).

No que respeita ao valor transaccionado, à Área Metropolitana de Lisboa correspondeu 49,8% do total, seguindo-se a região Norte (20,3%). O valor médio dos prédios transaccionados em 2017 foi significativamente mais elevado na Área Metropolitana de Lisboa (212 927 euros) e no Algarve (143 592 euros), com valores acima da média nacional (107 381€). A distribuição regional do número e do valor dos imóveis adquiridos por não residentes foi diferente. O Algarve liderou tanto em número (33,5%) como em valor (42,8%). Seguiu-se a Área Metropolitana de Lisboa, com 20,3% em número e 35,0% em valor.

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