Seja para comprar ou arrendar, o preço das casas é muito mais elevado do que os portugueses conseguem pagar.

Segundo o estudo divulgado pelo Observatório do Mercado da Habitação em Portugal, realizado pela Century 21 Portugal, o valor médio disponível para a compra de casa, a nível nacional, é de 138,623 euros, enquanto o preço médio das habitações para venda se situa nos 173,252 euros.

Em termos nacionais, o intervalo de preços com a maior percentagem (28,7%) é o que se situa entre os 100 000 e os 150 000 euros. Para a aquisição de casa, cerca de 38,6% dos compradores planeia pagar uma parte em dinheiro e pedir um empréstimo bancário para o restante, enquanto 35,3% admite recorrer integralmente ao crédito à habitação.  Apenas 11% admite usar as suas poupanças ou vender a antiga habitação para a aquisição de casa nova.

O recurso à ajuda dos familiares é mais preponderante nos jovens até aos 29 anos e nas famílias com rendimentos entre os 2001 e os 3000 euros.

Para quem tem de recorrer a um empréstimo, a hipoteca representa entre 10% e 20% do rendimento familiar para 33,6% dos consumidores. A taxa de esforço é maior para outro terço dos consumidores, para quem a prestação representa 20 a 30% dos vencimentos. Para 11% dos consumidores, a taxa de esforço excede os 30%.

Relativamente à oferta de habitação, o preço médio para venda é de 173 252,84 euros, um valor que supera em 34 629 euros o valor médio disponível por aqueles que querem comprar casa.

Maioria dos portugueses só conseguem pagar até 500 euros

Para o arrendamento, o valor médio que os portugueses estão dispostos a pagar pela a habitação é de 500 euros  por mês e apenas 9,6% pondera pagar entre 500 e 600 euros.o mercado regista uma escassez significativa de habitações no segmento de preço mais baixo. Por valores até 500 euros mensais, a oferta é de 61,4%, o que revela um défice de 12,7 pp face aos 74,1% da procura. Superior à procura em 6,7 pp é a oferta de preços entre os 601 e os 700 euros.

Destaca-se ainda um excesso de casas com valores de arrendamento entre os 801 e os 900 euros, cuja oferta atinge os 11% e a procura os 3%.

Para 38% dos que têm casa arrendada, bem como os que pretendem arrendar, o custo mensal da renda representa mais de 30% do rendimento do agregado familiar, e em 35,6% dos casos, o arrendamento implica gastar entre 20% e 30% do orçamento disponível.

Qual a casa ideal?

O estudo da Century21 indica ainda que quando se questiona qual a solução de habitação preferida dos portugueses, conclui-se que a aquisição de casa própria continua muito enraizada e é a escolha preferencial de 89,7% dos consumidores, para quem a casa de sonho fica localizada na mesma cidade onde atualmente residem (75%).

A habitação mais procurada é um apartamento num prédio (61,2%), em segunda mão e sem necessitar de remodelações (60,2), com três quartos (40,9%) e duas casas de banho (49,5%), com arrecadação (74,1%) e garagem (73,1%), com uma área entre 91 e 120 m2, (24,1%) localizada em zonas periféricas do centro (43%) ou mesmo nas áreas centrais da cidade (42,2%), desde que tenha disponibilidade de estacionamento (82,6%), boas acessibilidades e transportes públicos (80,5%), e proximidade a supermercados e comércio tradicional (80,1%), numa zona segura (94,5%).

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