Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) são bem claros: os preços de habitação subiram 12,2% no primeiro trimestre de 2018, em termos homólogos. Que mais nos conta o INE em relação ao mesmo período de tempo?

O primeiro trimestre do ano foi o 5º consecutivo em que os preços das habitações aceleraram. Os preços continuam a escalar e a atingir valores nunca antes registados.

Nos primeiros três meses de 2018 foram feitas 40 716 transações, o que representa um aumento de 15.7% face ao mesmo período de 2017. Esta tendência foi acompanhada pelo valor das vendas, que subiu 25,7%, para 5,4 mil milhões de euros. No entanto, quando comparamos apenas o 1º trimestre de 2018 com o último trimestre de 2017, os dados mostram outra coisa: um desaceleramento do mercado imobiliário.

Índice de Preços da Habitação

O Índice de Preços da Habitação compara os preços médios nos últimos quatro trimestres com os quatro imediatamente anteriores. Os últimos dados disponíveis reportam ao período que vai de abril de 2017 a março de 2018, e avaliam a média dos preços praticados nesse espaço de tempo com os valores do período imediatamente anterior, entre abril 2016 e março 2017.

Resultado? O índice atingiu 10.3%. Ou seja, comprar um imóvel em fevereiro 2018 foi, em média, 10.3% mais caro do que fazê-lo um ano antes. Onde é que as subidas foram maiores? Nas habitações existentes, a subida foi de 11,3% e nas novas, de 7%.

Comportamento global

Já vimos que entre janeiro e março de 2018 foram transacionados mais imóveis do que no mesmo período de 2017. Mas, entre o último trimestre de 2017 (outubro, novembro e dezembro) e o primeiro trimestre de 2018 venderam-se menos 4,1% unidades. Esta é a primeira redução trimestral desde 2016.

No último trimestre de 2017 foram feitas 42 445 transações, no valor de 5,6 mil milhões de euros. O ano de 2018 começou com um abrandamento, em número e valor: face ao trimestre anterior (os últimos três meses de 2017), as vendas de habitações registaram uma redução de 2,8%, cerca de menos 200 milhões de euros.

Análise regional

Entre janeiro e março de 2018, 65% do total do número de vendas concentrou-se na área metropolitana de Lisboa e na região norte, o registo mais elevado dos últimos 2 anos.

Em Lisboa somaram-se 14 548 vendas e a região norte voltou a exceder as 11 000 transações. A par destas duas regiões, o Algarve faz-se ao terceiro lugar com 3 920 transações.

Resumindo, estas são as principais conclusões do último relatório do INE:

  • A média de preços dos imóveis subiu 10.3%, quando analisamos a média dos valores praticados no período de abril2016-março2017 face a abril2017-março2018;
  • Se compararmos o 1º trimestre 2018 vs 1º trimestre 2017, o mercado regista um aumento de 15.7% no número de transações e de 25.7% em valor;
  • No entanto, face ao último trimestre de 2017, registou-se um abrandamento de 4.1%;
  • A maior parte das transações (65%) continua a ser feita nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto;

No Imovirtual vamos decifrando os números mais relevantes, para que possa tomar uma decisão informada. Mantenha-se a par das tendências e lembre-se: corrobore sempre o que lê com dados oficiais.

Se é dono de um imóvel já ponderou transformá-lo em alojamento local? Aqui tem tudo o que precisa de saber e fazer para pôr esse objetivo em prática.