Até 2020, Portugal, a par com a Espanha, Irlanda, Hungria, Polónia, Dinamarca e Holanda encontra-se entre os países europeus onde o crescimento no sector residencial será mais significativo, atingindo os 4%.

O nosso país consegue também esse mesmo crescimento nos edfícios não residenciais, tal como a Hungria, Espanha, Polónia e a Holanda. Estas são algumas das conclusões da 85ª Conferência internacional da EUROCONSTRUCT™ realizada no início deste mês em Helsínquia.

As previsões apontam também que relativamente ao segmento das infraestruturas, Portugal já não ocupa os lugares cimeiros ao nível do crescimento, ficando mesmo entre os últimos países da Europa, só a Alemanha e a Finlândia, se mantêm abaixo de nós.

Outras conclusões surgiram nesta conferência: “A construção europeia vai continuar a crescer mas ainda está abaixo do valor máximo de 2007. Espanha e Portugal retomaram ao nível do PIB – Produto Interno Bruto anterior à crise de 2008”.

A evolução demográfica é apontada como um dos constrangimentos ao crescimento na Europa. Portugal está entre os países abaixo do ‘zero’ crescimento. Segundo o INE – Instituto Nacional de Estatística, em 31 de Dezembro de 2017, a população residente em Portugal foi estimada em 10 291 027 pessoas, menos 18 546 face a 2016. Este resultado traduziu-se numa taxa de crescimento efectivo negativa de 0,18% mantendo-se a tendência de decréscimo populacional ainda que atenuado face aos últimos anos.

Apesar disso, Portugal é um dos países do Sul da Europa onde a recuperação é mais marcante. Foi comprovado ainda em Helsínquia, que no nosso país o sector da reabilitação e renovação de edifícios é líder no crescimento e a construção de infraestruturas o sector mais lento.