São 25 hectares da capital que irão ser transformados, representando a maior operação urbanística de Lisboa desde a Expo de 1998.

O plano “Operação integrada de Entrecampos – OIE” apresentado pela Câmara Municipal de Lisboa, engloba muito mais do que a urbanização dos terrenos da antiga Feira Popular. Para além destes, está um extenso terreno no início da Avenida Álvaro Pais, delimitado pela linha do comboio; o terreno localizado no final da avenida Álvaro Pais a poente da Rua Francisco Lyon de Castro e os terrenos não edificados do loteamento de iniciativa camarária na Avenida das Forças Armadas, propriedade da Santa Casa da Misericórdia.

De acordo com o presidente da câmara, Fernando Medina, os terrenos de Entrecampos (camarários e da Santa Casa da Misericórdia) e a compra e reabilitação pela autarquia de vários prédios da Segurança Social nas adjacentes avenidas da República e dos EUA vão proporcionar a colocação no mercado de 700 apartamentos de Renda Acessível destinado à classe média, com rendas que deverão oscilar entre os 200 e os 500 euros, e que não ultrapassem 35% do rendimento mensal dessas famílias.

Já nos terrenos da antiga Feira Popular, haverá ainda a oferta de 279 fogos de renda livre que serão promovidos pela iniciativa privada.

Além da parte residencial, a OIE envolverá a construção de 138.000 m2 de áreas de escritórios, 39 mil dos quais no referido lote camarário situado no início da Av. Álvaro Pais, e os restantes no lote de terreno da antiga Feira Popular situado junto ao interface de transportes Comboios/Metro de Entrecampos e que será delimitado então pelo prolongamento da Rua da Cruz Vermelha que passará a desembocar directamente na Av. da República.

O plano prevê também a construção de 40.000 m2 de lojas de rua nos vários espaços da intervenção integrada, um centro de serviços de referência internacional, um espaço cultural que preserve a memória do Teatro Vasco Santana, uma galeria de arte e vários equipamentos sociais de apoio à infância (3 creches e jardim infantil) à saúde e à velhice (unidade de cuidados continuados, centros de dia e serviço de apoio domiciliário).

Está igualmente previsto a concessão de um futuro espaço público de estacionamento situado por debaixo da Av. 5 de Outubro, com cerca de 2.000 lugares de aparcamento. Bem como a criação de novos e amplos espaços verdes de fruição pública, num total de 24.700 m2, isto é 10% da área total de intervenção.

No final, o OIE irá proporcionar a criação de 15 mil novos postos de trabalho e habitação para mais de duas mil pessoas. A execução global da Operação de Intervenção de Entecampos envolvolverá um investimento total na ordem dos 800 milhões de euros, 100 milhões dos quais serão da responsabilidade da autarquia que executará igualemente todas as obras de infraestruturas e dos 2,4 hectares de espaços verdes. A operação autárquica será financiada pela alienação dos terrenos da antiga Feira Popular.