Pouca oferta para muita procura: este é o cenário do mercado de arrendamento em Portugal, neste momento. O que podemos esperar do futuro?

A crise económica que chegou ao País em 2008 dificultou o acesso ao crédito à habitação, e aumentou a procura pelo arrendamento. Por outro lado, o aumento do turismo suscitou o interesse no alojamento local. Vários imoveis foram transformados em hostels e outras modalidades de habitação destinadas ao turismo.

A conjugação destes dois cenários, contribuiu então para uma redução da oferta e um simultâneo aumento da procura de casas para arrendamento.

As cidades universitárias e/ou mais turísticas estão saturadas, mas esta realidade já se estende a outras cidades do País (como Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Évora, Albufeira, Portimão e Faro). Faltam casas para arrendar!

Assim, a oferta de imóveis para arrendamento é limitada, tendo em conta as necessidades dos portugueses. A escassez traduz-se numa tendência de aumento crescente de preços, tornando-se cada vez mais complicado, sobretudo em Lisboa e no Porto, arrendar um imóvel por menos de um ordenado mínimo nacional.

Por outro lado, as características das casas, muitas vezes antigas, não justificam os preços praticados.

O que podemos esperar do futuro do mercado do arrendamento?

Conforme o balanço resultante da “Conferência Tendências do Mercado Imobiliário”, organizada em parceria entre a consultora CBRE e o jornal Expresso, que decorreu no dia 18 de janeiro no Centro Cultural de Belém, a tendência é de crescimento neste sector.

A previsão é de que, apesar de novos incentivos ao arrendamento tradicional, os valores praticados continuem a aumentar na ordem dos 5% a 10%, em 2018.

No entanto, de acordo com a Secretária de Estado da Habitação, o Governo tem estado a trabalhar no sentido de proporcionar uma maior segurança neste mercado, tanto para senhorios como para inquilinos.

Segundo Ana Pinho (em declarações à Agência Lusa), está prevista a aplicação de um novo instrumento de controlo dos contratos de arrendamento. Este novo instrumento, prevê três aspetos: “incumprimento, cobertura de multirriscos e quebra súbita de rendimentos”. O objetivo? Diminuir o risco existente e proteger ambas as partes envolvidas no processo de arrendamento.

Por outro lado, a secretária de Estado diz que o Governo se encontra a apurar informação (relativa a valores por metro quadrado) de forma a regular o mercado. Está, ainda, anunciada para final de março deste ano, a entrada em vigor do “Programa de Arrendamento Acessível”. Este, prevê a criação de “taxas liberatórias diferenciadas” e a atribuição de benefícios fiscais aos proprietários de imóveis que optem “pelo arrendamento tradicional, de longa duração e com rendas acessíveis”.

o futuro do arrendamento 2

Em suma, com estas ações legislativas, avizinham-se possíveis melhorias no que diz respeito ao arrendamento de imóveis, para ambas as partes envolvidas. Portanto, se está neste momento à procura de casa para arrendar, mantenha-se atento ao nosso site.

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