A obra em execução, no Largo do Rato, do edifício projectado pelos irmãos Aires Mateus e Frederico Valsassina, foi travada pelo Ministério Público.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) avança que o Ministério Público (MP) entrou com uma acção no Tribunal Administrativo para declarar a “nulidade do acto de licenciamento” do edifício (situado no gaveto formado pelas ruas do Salitre e Alexandre Herculano).

O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa interpõs a acção tendo como réu o município de Lisboa e como parte contrainteressada a promotora do projecto a Aldiniz. Para o MP, a licença atribuída pela autarquia apresenta “várias nulidades”.

Na sua apreciação, o Ministério Público alega a “insusceptibilidade de afetação do edifício à atividade hoteleira, a reconversão do espaço público, o acentuar do isolamento da vizinha Sinagoga bem como matéria respeitante à acessibilidade de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.”.

Trata-se de uma obra que tem vindo a gerar as mais diversas críticas tendo já sido alvo de uma iniciativa pública ‘Todos contra o Mono do Rato’ em “todoscontraomonodorato.pt”.