O Porto é a segunda maior cidade do nosso País e o quarto município mais populoso. Damos-lhe a conhecer o mercado imobiliário do melhor destino europeu de 2017.

No passado dia 13 de março, a cidade do Porto foi premiada pela FDI – Intelligence Magazine, recebendo o galardão das “Cidades e Regiões Europeias do Futuro 2018/19”. Na categoria Estratégia IDE, a cidade ficou classificada em oitavo lugar, no ranking das Cidades Europeias de Média Dimensão.

Para este resultado foram tidos em consideração indicadores quantitativos e qualitativos característicos do panorama citadino, nomeadamente: infraestruturas, potencial económico, mercado de trabalho, custos de vida, estratégia IDE.

Esta conquista reconhece a Invicta como uma cidade extremamente apelativa ao investimento o que vem confirmar a tendência observada no mercado imobiliário da cidade.

Comprar ou arrendar casa no Porto

Após a crise de 2008, o mercado imobiliário português conheceu um período de estabilidade e depois, até aos dias de hoje, um período de grande crescimento, principalmente nas grandes regiões metropolitanas: Lisboa e Porto.

A transação de imóveis tem vindo a aumentar sobretudo pelo investimento estrangeiro e pela reabilitação urbana.

O estilo de vida na segunda maior cidade do país, o rio Douro, a paisagem, a oferta cultural, a simpatia dos portuenses, a vida noturna, a arquitetura, entre outras características, aliadas a preços competitivos a nível imobiliário, fazem do Porto uma das cidades mais convidativas ao investimento.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (janeiro de 2018), o preço de compra de habitação, na Invicta, está abaixo do praticado em concelhos como Espinho ou Loures e em comparação com Lisboa, os valores descem para quase metade.

No Porto, o metro quadrado custa, em média, 1.254 euros enquanto que na capital ronda os 2.315 euros. Mesmo no centro histórico, o valor do metro quadrado situa-se nos 1.445 euros.

Por outro lado, no que diz respeito ao arrendamento, o valor médio do metro quadrado encontra-se, segundo dados divulgados pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, nos 9,73€, no Porto. Já em Lisboa, este indicador ronda os 14€ por metro quadrado.

Apesar de os preços praticados, quer para aquisição quer para arrendamento de imóveis, na cidade do Porto serem bastante competitivos, são ainda assim elevados tendo em conta, por exemplo, o salário mínimo nacional.

Porto cityscape with famous bell tower of Clerigos Church, Portugal aerial view

Políticas públicas

A subida dos preços foi potenciada pelo aumento do interesse pelas cidades, sobretudo estrangeiro, o aumento da atividade económica, a melhoria na qualidade de vida. No entanto, no caso do arrendamento, a Lei das Rendas de 2012 que foi revista em 2017 contribuiu também para este fenómeno, ao permitir:

  • Uma maior facilidade para despejo dos inquilinos incumpridores;
  • Um aumento de rendas antigas;
  • O estabelecimento de um prazo máximo de cinco anos por contrato de arrendamento;
  • Um aumento dos valores praticados em arrendamento;

Neste sentido, a habitação (social e a custos controlados) foi um dos temas discutidos na Cimeira na qual se reuniram os autarcas das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, que decorreu no passado dia 20 de março.

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, entende que é necessário reabilitar edifícios para habitação, no centro da cidade, por forma a atrair os jovens, os estudantes, a classe média, aqueles que “foram atirados para a periferia, não pelo turismo, mas exatamente por a cidade não ter condições”.

De facto, em 2013, o JN dava conta de que 70% dos edifícios no centro histórico estavam em ruínas ou a precisar de obras, ao mesmo tempo que a cidade perdia comércio local.

Escritórios, Comércio e Espaços Empresariais

O marketview (de outubro de 2017) desenvolvido pela CBRE – “Mercado Imobiliário do Porto” deu conta de que a atividade comercial na Invicta está em crescimento sobretudo no centro histórico com a abertura de novas lojas.

De acordo com os resultados divulgados pela consultora, verifica-se uma procura crescente no mercado de escritórios que choca com a escassez de oferta de espaços de qualidade para arrendar, provocando assim um aumento das rendas “prime”.

No marketview estão previstos avanços neste sector, como a abertura de novos edifícios destinados à abertura de escritórios.