Cinco meses depois de um intensivo processo de restauração e renovação, o Hotel Infante Sagres, o primeiro cinco estrelas da cidade do Porto, volta a abrir portas. O hotel reabre agora, em plena baixa portuense, totalmente renovado, com 85 quartos, dos quais 10 são luxuosas suites, e ainda o cosmopolita Vogue Café. O projeto significou um investimento de 8,5 milhões de euros.

O novo proprietário desde 2016, o grupo The Fladgate Partnership, descreve-o como uma “joia”. “O seu interior é desenhado em detalhes preciosos, que carregam um legado de mais de seis décadas. Foi agora cuidadosamente lapidado para devolver o luxo e sofisticação que sempre lhe foram caraterísticos. E, assim, tal como uma joia, desafia a passagem do tempo e ambiciona a eternidade”, revela em comunicado o grupo The Fladgate Partnership.

Neste requalificação foram construídos 15 novos quartos. Os agora 85 quartos, entre os quais 10 luxuosas suites, estão decorados individualmente com obras de arte originais e detalhes requintados, que completam a experiência. A suite Royal, tipologia premium do hotel e onde já ficaram hospedados vários artistas e até membros da realeza, é o expoente máximo do luxo e requinte que caracterizam o “novo velho” Infante Sagres.

Entre as principais novidades está também o Vogue Café, que coloca a cidade do Porto no roteiro dos famosos espaços com a chancela da Condé Nast International. Um espaço sofisticado e cosmopolita, cuja decoração, esboçada pelo designer de interiores portuense Paulo Lobo. No terraço interior do edifício emerge também um novo deck com piscina.

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A obra de renovação reuniu várias equipas especializadas em restauro e conservação com a missão de recuperar a traça original do edifício, nomeadamente os tetos e as molduras detalhadas, os majestosos vitrais, os ostentosos lustres e candeeiros e o mobiliário histórico. Dezenas de profissionais trabalharam incessantemente ao longo dos últimos meses com os mais meticulosos instrumentos (esponjas, bisturis e escovas de dentes) para desvendar toda a sua autenticidade.  

O grupo lembra ainda que os vitrais que iluminam a imponente escadaria que faz a ligação entre os pisos são uma das obras primas do hotel e por isso aquela que também mereceu especial cuidado e atenção. Os cerca de 500 painéis desenhados pela oficina Ricardo Leone foram retirados, limpos e recuperados ao longo de oito meses e a sua recolocação demorou mais três.

Os luxuosos lustres da sala de pequenos-almoços e lobby do hotel foram desmontados, peça por peça, limpos e restaurados, ganhando um novo brilho. Entre o mobiliário estão peças que contam a história do hotel, mas também peças adquiridas pelo grupo em leilões de arte e antiquários, para recuperar o estatuto de “museu” que o hotel teve nos seus tempos áureos.