Em 2017 e ao longo dos primeiros meses de 2018 a venda de imobiliário de luxo, na generalidade dos mercados a nível mundial, evidenciou um crescimento sustentado.

Segundo o recente estudo da Christie’s International Real Estate, a relativa estabilidade de economia mundial e dos mercados bolsistas, as baixas taxas de juro e a confiança crescente dos consumidores foram factores que influenciaram positivamente os diferentes mercados do residencial de luxo.

As vendas globais de residências de luxo cresceram 11% em 2017; o mercado habitacional de segunda residência recuperou em 2017 e 2018, após o crescimento estagnado em 2016; Hong Kong é o mercado habitacional de maior luxo a nível mundial, seguido por Nova Iorque e Londres.

Para o estudo da consultora “os mercados do luxo são cada vez mais influenciados pelos factores macro-económicos, como a incerteza política, as catástrofes naturais, os receios ligados ao terrorismo ou os preços altistas do mercado de acções”.

Em 2017, só três residências ultrapassaram o mítico patamar dos 100 milhões de dólares (86 milhões de euros) considerado o «índice de referência de um supermilionário”. No ano transacto, as 10 mansões mais caras vendidas em todo mundo totalizaram 1,24 mil milhões de dólares (1.069 milhões de euros, enquanto em 2016 esse valor atingiu os 1,32 mil milhões de dólares (1.138 milhões de euros).

Em empreendimentos de alto luxo a escolha de arquitectos de renome mundial é uma condição quase obrigatória, e é isso que acontece em zonas de grande de luxo emergentes, como o West Chelsea, em Nova Iorque .

Também o ‘stock’ limitado e a forte procura registada levaram a uma diminuição do tempo necessário para a venda de moradias de luxo: 190 dias em média em 2017, contra 220 em 2016 – adianta o estudo, que enfatiza ainda o facto de, em 2017 e nos primeiros meses de 2018, se assistir à introdução de novos impostos, taxas e restrições a compradores estrangeiros em muitos mercados residenciais no mundo, o que – segundo o relatório – “reflecte a politização contínua da propriedade no mundo inteiro”.

Pelo segundo ano consecutivo, Hong-Kong é a cidade onde o imobiliário de luxo impera. Em 2017, duas das três residências vendidas acima dos 100 milhões de dólares ali se localizam; sendo também naquela região chinesa que se pratica o mais alto valor de metro quadrado transaccionado.