A zona das Avenidas Novas foi a que registou o maior aumento dos preços médios de oferta de apartamentos integrados em projetos de reabilitação (entre 2017 e 2018), com uma subida de 9,8% para os 6.056 euros/m2.

Segundo o estudo “Reabilitação para Uso Residencial em Lisboa”, da Prime Yield em parceria com a DLA Piper, foi mesmo a única zona em que a valorização acelerou face ao ano anterior (em 2017, o valor médio de oferta tinha subido 6,6%). Além disso, reforçou-se também como destino de investimento para a reabilitação residencial, concentrando agora 14% da oferta em comercialização (10% em 2017).

O relatório mostra que apesar de a zona histórica (Baixa/Chiado/Av. da Liberdade) se manter como o principal alvo do investimento em projectos de reabilitação habitacional – concentrando 60% do total da oferta em venda na cidade –, verifica-se uma maior dispersão do investimento para outras zonas face ao ano anterior. Esta zona perdeu peso (71% em 2017), enquanto as restantes se reforçaram com destino de investimento, aumentando as suas quotas.

Relativamente aos preços de oferta, a zona histórica ( Baixa/Chiado/Av. da Liberdade) consolidou-se como a mais cara (6.900 euros/m ) da cidade, acentuando o seu diferencial face às restantes zonas. Se no ano passado, estava cerca de 35% a 16% acima das outras áreas, este ano o preço médio da zona 1 é 40% a 14% a superior às 2 restantes zonas, nas quais o preço médio varia entre os 4.946 euros/m 2 emArroios/São Vicente/Penha de França e os 6.056 euros/m nas Avenidas Novas.

Ainda que o valor médio da zona mais cara esteja em torno dos 2 6.900 euros/m2, as casas mais caras aí em oferta mais que duplicam esse valor, atingindo um patamar superior a 16.000 euros/m2 , como é o caso dos T4. Nota-se ainda que, à excepção dos T0, em todas as restantes tipologias desta mesma zona, o preço das casas no extremo mais elevado do mercado supera os 11.000 euros/m2.