Existem produtos associados à proposta global de crédito habitação que têm bastante influência no valor final da prestação, e que podem permitir poupar muito dinheiro.

O Doutor Finanças, empresa de consultoria em finanças pessoais e familiares, alerta para uma questão que preocupa todos aqueles que tencionam adquirir ou renegociar um crédito habitação: os custos.

Habitualmente, a principal questão centra-se no valor de spread aplicado pela instituição de crédito que financia a aquisição do imóvel, algo que é determinante no momento da escolha de uma entidade bancária.

Mas para além do spread, existem outros produtos que têm bastante influência no valor final da prestação, e que podem permitir poupar muito dinheiro.

Um dos factores essenciais a analisar, segundo a consultora, é o custo dos seguros de vida e multirriscos associados obrigatoriamente ao crédito habitação. Esta avaliação pode ser feita na contratação de um novo crédito habitação evitando gastar tanto dinheiro na prestação, mas também pode ser alvo de análise numa renegociação de um crédito já existente.

Apesar das instituições financeiras muitas vezes sugerirem que estes seguros sejam feitos com uma determinada entidade, é possível que seja o cliente a escolher livremente a seguradora para a contratualização destes produtos.

O Doutor Finanças realizou um levantamento estatístico com base numa amostra de 1.500 processos nos últimos 2 anos, em que a empresa ajudou os clientes a transferir o crédito habitação, num montante global total de 200 milhões de euros.

Tendo por base estes dados, é possível concluir que em média se consegue uma redução de spread de 29%, mas que ao nível do valor pago estritamente em seguros se consegue uma redução média de 38% do valor gasto.

Com base na amostra analisada, o valor médio do crédito habitação transferido é de 131.000 euros a 456 meses (38 anos), com dois proponentes com 37 anos de idade média.

Para este caso, só na componente de seguros, a poupança global é superior a 18.000 euros no conjunto dos 38 anos.

A consultora indica que no momento em que nos cruzamos com tais dados, concluímos que existem milhares de famílias que entendem ter boas condições (leia-se spread) no seu crédito habitação, mas que na realidade e atendendo que os seguros representam cerca de 16% do encargo total com o crédito, estão a pagar mais do que deviam, e teriam ganhos elevados se mudassem de Banco e/ou Seguradora.

“Pedir uma revisão de prestação de crédito habitação é uma prática que deveria ser mais utilizada em Portugal. A partir destas revisões e pedidos de transferência de crédito, os nossos clientes têm conseguido poupanças expressivas. Muitas vezes o que parece não é. Neste caso concreto verificámos esta tendência.

O que sugerimos é comparar todos os valores inerentes à prestação mensal.

Apenas dessa forma, conseguimos perceber se podemos poupar relativamente ao nosso crédito inicial”, refere Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.