Está a pensar adquirir um imóvel em conjunto com o seu parceiro? Faça estas cinco questões a si mesmo!

Comprar casa é, definitivamente, um passo importante na vida de qualquer pessoa. Dá-lo em conjunto com o parceiro torna tudo ainda mais desafiante. Porquê? Porque as questões deixam de ter uma resposta individual. É preciso que a escolha represente a vontade dos dois.

1) Este é o momento certo para os dois?

Estão os dois de acordo que esta é a altura ideal para adquirir um imóvel? Estão reunidas as condições financeiras, profissionais e pessoais indicadas para avançar? É preciso que ambos se sintam confortáveis com estes aspetos individuais que pesam muito na decisão.

Ter uma situação profissional estável deve ser a primeira condição assegurada, se desejarem optar por um financiamento bancário, por exemplo, isto porque implica uma despesa mensal fixa.

Considere começar por arrendar um imóvel, que tenha opção de compra, e adquiri-lo quando se sentirem preparados para tal.

Qual é a opção preferida dos portugueses: comprar ou arrendar casa?

Têm capacidade económica e não precisam de recorrer a crédito? O sinal está verde – podem avançar!

2) Porque é que queremos dar este passo?

De acordo com um estudo recente realizado pela Century 21 Portugal, a procura de casa – para comprar ou para arrendar – está muito associada a alterações na estrutura familiar. Mudar de emprego e/ou de cidade, casar, ter filhos…são vários os motivos que levam à aquisição de um imóvel.

Segundo o estudo, 18,9% dos consumidores apontam as razões associadas ao início de uma vida em comum, como casamento ou união de facto, para explicar a decisão de comprar uma casa. Já 13,7 % desejam ter uma vida independente da família.

Qual é o vosso caso?

3) Que tipo de casa queremos comprar?

A motivação para comprar casa é o ponto de partida para responder a esta questão. Está a pensar numa habitação para viver durante largos anos? Preferem campo ou cidade? Procuram calma ou agitação? O que é mais importante: segurança, localização ou acessos?

Têm filhos ou pretendem ter? Se sim, quantos? Quantos quartos deve ter a habitação?

Qual a opção que mais agrada: comprar uma casa nova ou para remodelar?

Façam, em conjunto, uma lista das características que procuram num imóvel!  Utilizem a checklist disponibilizada pelo Imovirtual.

4) Quanto podemos pagar?

O recurso à ajuda dos familiares é mais preponderante nos jovens até aos 29 anos e nas famílias com rendimentos entre os 2.001 e os 3.000 euros.

Com ou sem o apoio monetário familiar, avançar para a compra de uma casa a dois implica disponibilidade de capitais.

Existem decisões a ser tomadas como a modalidade de pagamento do imóvel. Será a pronto pagamento ou vão precisar recorrer a um financiamento bancário?

Quando se tem uma vida a dois, o orçamento é gerido a 4 mãos. Na hora de comprar uma casa ou um carro, por exemplo, se for necessário financiamento, há que envolver os dois titulares e os regimes de casamento têm implicações diferentes nas finanças do casal.

Valor total e prestação mensal

No caso de recorrerem a um crédito à habitação, é preciso que tenham em consideração não só o valor da entrada inicial e do pedido de financiamento no seu todo como também o valor das prestações mensais.

Qual será a taxa de esforço? Ou melhor: Qual a taxa de esforço que são capazes de suportar mensalmente? Lembramos que a taxa de esforço do agregado familiar não deve exceder os 33% do rendimento.

Depois de darem resposta a esta questão estarão aptos para decidir quanto pedir emprestado e a quantos anos se resumirá o prazo de liquidação.

Financiamentos mais longos permitem prestações mensais mais reduzidas, certo? Porém o montante relativo a juros será maior em comparação com um financiamento a curto prazo.

Vão investir tudo o que têm na compra da casa? E depois?  

As despesas de uma habitação não se resumem ao momento da aquisição. Por isso não se esqueçam de prever todos os gastos mensais que terão de suportar: água, luz, gaz, internet…

5) Quem paga o quê?

Fazer a gestão das contas é um tema quente entre casais que leva, por vezes, a discussões sérias. Para evitar qualquer tipo de conflito convém deixar definido desde o início a divisão das despesas.

Vão dividir as contas consoante o rendimento de cada um, ou seja, proporcionalmente, ou preferem dividir tudo a meias? Os gastos mais individuais, como por exemplo a cerveja que só um de vocês irá consumir, entrarão na conta geral a dividir pelos dois? Como serão efetuados os pagamentos? Têm uma conta bancária em conjunto?

Regra geral: o planeamento é o segredo para a harmonia. Planeiem tudo, desde a divisão das contas às tarefas domésticas.

Depois de respondidas estas questões, continua confiante para adquir um imóvel a dois? Estar preparado para tudo evita surpresas desagradáveis, permite boas escolhas e bons negócios.

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